Plano de classificação

Obra:PT/MESP/CMESP/005/001105Obra:001105Data de Produção Inicial:1929Nível de Descrição:Documento composto - ObraNº de Volumes:2Tipologia Arquitectónica:Tipologia: Habitação UnifamiliarDesignação: Palacete do PenaTipologia: Habitação UnifamiliarDesignação: Palacete Rosa PenaSituação da obra:EdificadaNúmero(s) de registo:Estado de Conservação:MauIdioma/Escrita:PortuguêsNotas:Conhecido por Palacete do Pena, já funcionou como habitação e como escola.
O Palacete do Pena é uma das obras arquitetónicas de maior relevo e que merece maior destaque pelas suas dimensões, tratamento e decoração. O conjunto apresenta um jogo de volumes proporcionado por torreões, corpos salientes, outros corpos reentrantes, alpendres e delicados trabalhos de cantaria. Depois de atravessar o portão de ferro situado no gaveto da rua 19 e 26, encontramos uma escada larga que afunila. No topo da escada um alpendre contínuo segue para o alçado oeste e sul (outro alpendre coberto e protegido por janelas percorre outra parte do edifício). As diferenças de volumes levam também a diferenças de altura e de cobertura. Cada bloco assume o seu telhado e o corpo mais alto chega a apresentar quatro pisos. De realçar são as janelas, algumas delas com cartelas esculpidas na pedra, motivos florais, volutas e conchas. Outro aspeto que lhe confere graciosidade, prende-se com os frisos e painéis de azulejos florais em tonalidades azuis, uma cor fria mas tão ligada a uma região dependente do mar.
A planta apresenta uma assinatura de difícil leitura. Segundo algumas fontes, a planta poderá ter sido realizada pelo engenheiro civil José Alves Pereira da Silva (sogro de Joaquim Pena). Numa ligação entre a região norte, com o recurso ao granito e a região de Aveiro, referenciando elementos azulejares, (importância do estilo Arte Nova em Espinho). O edifício tem uma magnitude superior à maioria das construções realizadas no início do século XX. A sua organização e traço demonstram erudição e cuidado no tratamento dos vários registos, tal como a influência das construções brasileiras na malha urbana de Espinho, resultante do regresso dos emigrantes. Quem encomendou, Joaquim Alves Pena, era um fazendeiro de S. Paulo, Brasil. Do seu casamento com Maria de Lurdes Pena, não houve filhos, apesar do mesmo ter filhos mulatos. Sem descendência direta do casal, o palacete não teria proteção efetiva. Com a morte do marido, Maria de Lurdes Pena, tenta vender o palacete e acaba por fazê-lo ao Sr. Jorge Gaspar Coelho.
Freguesia:EspinhoLocal:Rua 26Rua 28Rua 19Rua 15GoogleMaps:Rua 26, 28, 19 e 15Hiperligação:Relatório Temático do Património Cultural - Junho de 2016